Programa Bola Cheia fez 27 mil atendimentos em 2009

Em 2009, um dos principais programas da Secretaria Antidrogas Municipal, o Bola Cheia, realizou 27.361 atendimentos a jovens e adolescentes em situação de risco nas nove regionais da Prefeitura de Curitiba. O número representa quase 11 mil atendimentos a mais em relação ao ano anterior (2008). O programa, criado pelo prefeito Beto Richa, é realizado as sextas e sábados, das 21h à 1h da manhã em escolas da rede municipal de ensino.
A cada noite, aproximadamente 1.200 jovens participam de atividades esportivas, recreativas e culturais.
Neste ano, o programa foi incrementado com atividades circenses, sessões de filmes e teatro de fantoches. Em parceria com a Fundação de Ação Social (FAS), o Bola Cheia também realiza um acompanhamento social junto às famílias dos participantes.
Outra novidade em 2009 foi a realização do 1º Torneio Inter-Regional Bola Cheia, que reuniu os times de futsal das nove regionais onde são realizadas as atividades. O torneio, disputado na Praça Oswaldo Cruz no início de dezembro, contou com a participação de 300 atletas e 1.500 espectadores. A regional Cajuru foi a grande campeã em todas as categorias.
Para o Secretário Antidrogas de Curitiba, Fernando Francischini, o sucesso do programa está no resgate da autoestima de milhares de jovens. "Muitos não tinham qualquer esperança de um futuro. No Bola Cheia, eles praticam a atividade que gostam, fazem novas amizades e ficam cada vez mais distantes do mundo das drogas e da violência", afirma Francischini.
E o reconhecimento internacional já apareceu. Em 2010, o programa será um dos destaques de um seminário de prevenção às drogas entre os jovens que será realizado em Bogotá, na Colômbia, em data ainda a ser confirmada. O convite partiu da prefeitura da capital colombiana através do Centro de Estudos e Análises em Convivência e Segurança Cidadã, órgão ligado ao governo local.
Encontros e palestras
O ano de 2009 também foi marcado pela realização de dezenas de Encontros de Prevenção às Drogas e à Violência, tanto em Curitiba como em municípios da região metropolitana e interior do Paraná.
Só neste ano, mais de cinco mil e quatrocentas pessoas – entre moradores, líderes comunitários e estudantes ? foram capacitadas.
Com a realização dos encontros, diversas cidades demonstraram interesse em implantar a ideia de Curitiba em suas regiões. Atualmente, dez municípios já contam com departamentos ou secretarias antidrogas. É o caso de Cornélio Procópio que irá implantar um projeto semelhante ao de Curitiba em 2010. Em Colombo e Fazenda Rio Grande, na região metropolitana, os departamentos antidrogas já estão em pleno funcionamento.
A Rede de Colaboração Curitibana e Metropolitana também cresceu. Atualmente, mais de quatro mil pessoas são cadastradas no sistema da Secretaria Antidrogas e auxiliam na elaboração de denúncias sobre uso e tráfico de drogas, além de outros tipos de crimes. Em menos de dois anos de funcionamento do sistema, mais de quatrocentas denúncias foram realizadas pela internet.
Um dos casos que mais chamou a atenção aconteceu em setembro deste ano. Após uma denúncia feita através da Rede de Colaboração, a polícia prendeu em Curitiba um médico ginecologista acusado de prática de aborto clandestino e pedofilia. Outras cinco pessoas também foram presas, entre elas duas enfermeiras e uma paciente que acabara de fazer um aborto.
Neste ano, as operações especiais e o projeto Cão Amigo auxiliaram na redução da violência e do consumo de drogas, especialmente em festas de música eletrônica, tornando-se referência para todo o País. Os cães farejadores e as câmeras de monitoramento também foram eficientes no projeto piloto para a Copa do Mundo de 2014 em Curitiba. No mês de outubro, na partida entre Atlético e Grêmio, a Secretaria Antidrogas utilizou a estrutura do projeto para evitar atos de violência e uso de drogas dentro da Arena da Baixada. Na ocasião, três torcedores foram flagrados utilizando drogas no meio da torcida, sendo posteriormente encaminhados à polícia.
Para 2010
No próximo ano, uma das grandes novidades da Secretaria Antidrogas será a implantação da Rede de Comunidades Terapêuticas, em parceria com a Fundação de Ação Social (FAS) e a Secretaria Municipal de Saúde.
O projeto, inédito no país, pretende dar estrutura e suporte técnico às instituições, incentivar a troca de experiências e melhorar a eficácia dos tratamentos. "Nosso objetivo é regulamentar o setor com uma fiscalização parceira, ajudando as comunidades terapêuticas a se regularizarem na parte jurídica e na metodologia de trabalho, sempre com o objetivo de diminuir os índices de violência. A recuperação das pessoas que têm problemas com drogas influencia diretamente nos níveis de violência", diz o secretário da Antidrogas, Fernando Francischini.
De acordo com Francischini, o projeto faz parte de uma política de segurança pública diferente, voltada à prevenção. "Teremos uma política consistente nessa área e que servirá de modelo para todo o país". Atualmente, funcionam 49 clínicas de recuperação e casas de apoio a usuários de drogas em Curitiba e Região Metropolitana.
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