Depois de ameaçar cidades-sede de exclusão, Orlando Silva pede detalhes das obras da Arena e Curitiba

Ministro do Esporte participa de encontro com o governador do estado e prefeito de Curitiba para ficar por dentro dos preparativos da cidade para o Mundial de 2014.
Na manhã desta segunda-feira (26), em coletiva de imprensa na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PR), em Curitiba, o ministro do Esporte, Orlando Silva, mostrou preocupação com relação ao andamento das obras na Arena (estádio do Atlético) e na cidade de Curitiba para receber jogos da Copa do Mundo de 2014, que será no Brasil.
"O alerta que faço é no sentido é de acelerar as medidas, cumprir os prazo, porque tenho a preocupação com não cumprimento de cronogramas porque podem repercutir no custo, no gasto público e por isso é importante apertar o passo e garantir o cronograma de investimentos", disse o ministro, durante a coletiva.
Por isso, à tarde, Silva se reúne com o governador do Paraná, Orlando Pessuti e com o prefeito de Curitiba, Luciano Ducci.
Em seu pronunciamento à imprensa, Pessuti garantiu que as obras no estádio, exigidas pelo caderno de encargos na Fifa, serão cumpridas pelo Atlético. No entanto, a diretoria do clube garante que não recorrerá a empréstimos para concluir as obras na Arena – O financiamento via BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento) está à disposição, mas o Rubro-Negro não tem interesse em usá-lo.
Sem recursos próprios, Governo do Estado e Prefeitura de Curitiba confirmaram a intenção de ajudar o clube na captação de recursos privados para tocar a conclusão do estádio.
Na sexta-feira(23), o ministro do Esporte, Orlando Silva, ameaçou retirar algumas das cidades-sede da Copa do Mundo de 2014. ele afirmou que o "plano B" do governo federal para o atraso das obras de construção dos estádios para o Mundial do Brasil é a "exclusão de cidades-sede" do torneio.
"Posso assegurar que se a cidade não cumprir o prazo de início de obras de 3 de maio, passa a ter o risco de exclusão da Copa", disse. "A decisão de fazer a Copa em 12 cidades foi do presidente Lula, para que todas as regiões do Brasil pudessem receber jogos, mas a Fifa só precisa de oito cidades, porque são oito os grupos de seleções. Então, nosso plano de contingência é eliminar cidades que não consigam cumprir os prazos”, avisou, durante Fórum Empresarial de Comandatuba, na Bahia.
Além do assunto Copa 2014, o ministro Orlando Silva participa de uma audiência pública promovida pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal, para discutir o Projeto de Lei do Clube Formador.
O projeto quer evitar a evasão de jovens talentos do nosso futebol para clubes do exterior logo no início da carreira. A matéria aprovada pela Câmara dos Deputados depende da aprovação do Senado e da Sanção Presidencial para se transformar em Lei. A idéia básica é manter os jogadores mais tempo vinculados aos clubes formadores.

