Centro de Convenções de Curitiba vai sediar Seminário Copa 2014
O Centro de Convenções de Curitiba vai reunir na próxima terça-feira (3), das 8 às 18h, representantes do movimento lojista de todo país, no Seminário Copa 2014. O evento é uma promoção da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), com objetivo de preparar todos os envolvidos – as 12 cidades brasileiras que serão sede dos jogos da Copa do Mundo – sobre infraestrutura tecnológica das cidades, comércio, serviços e rede hoteleira.
O evento irá mobilizar mais de 900 pessoas que atuam no comércio lojista do Estado e país, em Curitiba, para participar de palestras com diversos especialistas e autoridades nacionais e locais, além de debates do ponto de vista de infra-estrutura tecnólogica. A mobilização começou na cidade de Natal, Rio Grande do Norte, com um conograma até outubro, que deverá atingir todas as 12 sedes.
Segundo os organizadores do evento, o mundo inteiro estará voltado para o Brasil em 2014, portanto é necessário começar pensar no que deve ser melhorado. Estudos recentes, de acordo com informações dos dirigentes da Confederação, apontaram uma generalizada falta de estrutura tecnólogica e desconhecimento do ambiente eletrônico nas cidades-sedes, por parte do comércio, da rede hoteleira e dos gestores públicos e privados.
Está sendo preparado por um conselho de especialistas um guia de referência. A redação final terá a participação de entidades e empresas convidadas. A finalidade é de auxiliar com uma referência daquilo que “não pode deixar de ser pensado, lembrado ou ser feito”, em cada uma das cidades-sede. A idéia é de montar um caderno de recomendações básicas, no formato de um “check list” de base tecnológica. Maiores informações no site www.projeto2014.com.
Fonte: Agência de Notícias Estado do Paraná


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Os noticiários são frequentes sobre o impasse em relação ao estádio que será palco da Copa 2014, na sede de Curitiba.
O indicado para a realização das partidas é o estádio Joaquim Américo, de propriedade do A. Paranaense, entretanto, o clube declara não ter condições de arcar com o investimento para concluir e enquadrar a praça esportiva dentro dos padrões exigidos pela FIFA, o que pode comprometer a sede paranaense junto ao comitê de organização do evento.
O Estado do Paraná, através do Governador Orlando Pessuti (também sócio do A.Paranaense), juntamente com alguns deputados, tentou viabilizar de forma legal, o investimento do poder público em uma obra privada. Para isso, enviaram um Projeto de Lei para a Assembléia Legislativa, na tentativa de criar mecanismos para que a Copel pudesse investir cerca de R$ 40 milhões no estádio, em forma de patrocínio. A questão tornou-se polêmica, afinal de contas a própria Companhia Paranaense de Energia Elétrica, declarou através de seu presidente, que não tem intenção e muito menos amparo legal para tal investimento, já que a Agência Nacional de Energia Elétrica não permite esse tipo de ação.
O impasse gerou algumas especulações e soluções alternativas, como a construção de outra praça esportiva. Entretanto, o Governador Orlando Pessuti afirma em matéria publicada por Felipe Lessa no portal paranaonline: “O desfecho é positivo. Iremos cumprir compromissos que assumimos, de o Atlético, governo e prefeitura fazerem suas obras. Planos B, C, D e E estão fora de cogitação”, destacou Pessuti.
Entenda um pouco como foram as etapas da formalização da indicação do estádio Joaquim Américo.
Indicação do Estádio
A prefeitura e governo do estado, precisavam de um estádio para a realização do mundial. Foram apresentadas duas propostas, a conclusão do estádio Joaquim Américo e a construção de um novo Pinheirão, a primeira proposta foi escolhida.
Jornal Gazeta do Povo 04/11/2008
Em relação ao estádio, Pessuti confirma que a Arena da Baixada é o estádio de Curitiba para a Copa. “Quando fizemos a pré-seleção, recebemos os documentos da Arena e de um Novo Pinheirão, que o ex-presidente Onaireves Moura queria construir. A Arena venceu, portanto é ela a praça esportiva de Curitiba para a Copa de 2014”.
O critério utilizado na escolha, teria sido as vistorias ao estádio indicado, segundo a comissão, a praça esportiva já estaria com 80% da obras concluídas de acordo com as normas exigidas pela FIFA.
Jornal Comunicação UFPR 19/06/2009
De acordo com o representante do Comitê organizador da Copa em Curitiba, Luiz de Carvalho, a escolha foi baseada em critérios contidos no caderno de encargos e viabilidade de concretização. “A Arena passou por uma inspeção de técnicos da FIFA e, com certeza, o fato de o projeto já estar 80% concluído e ter um custo baixo em comparação a outros apresentados pelo Brasil influenciou na escolha”, explica.
Portal 2014 14/04/2009 atualizado em 06/05/2009
Da redação
postado em 14/04/2009 15:44 h
atualizado em 06/05/2009 11:00 h
Comissão de vereadores avalia que 80% da infraestrutura está pronta
A Arena da Baixada já está quase pronta para receber a Copa do Mundo de 2014. A avaliação é do presidente da Comissão Especial da Câmara de Curitiba para acompanhar os assuntos relacionados ao Mundial, vereador Mario Celso Cunha (PSB), líder do governo municipal na Câmara. O parlamentar, juntamente com os demais integrantes da comissão, visitaram na segunda-feira, 13 de abril, a Arena da Baixada e o CT do Caju. "Podemos dizer que 80% da infraestrutura da Arena está pronta, faltando apenas melhorar as áreas VIP, de imprensa e de estacionamento", explicou.
Participaram além de Mario Celso, os vereadores Aladim Luciano (PV), Algaci Tulio (PMDB), Julião Sobota (PSC), Juliano Borguetti (PP), Omar Sabbag Filho (PSDB), Pastor Valdemir Soares (PRB), Pedro Paulo (PT) e Roberto Hinça (PDT).
Formalização
No dia 28/10/2008, a prefeitura entrega um termo de compromisso ao presidente da CBF, Ricardo Teixeira, segundo matéria publicada no Jornal Gazeta do Povo.
Grupo se adiantou aos prazos exigidos pela FIFA e apresentou documento que dá garantias de obras e condições para realizar o Mundial em Curitiba
O presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira, recebeu na tarde desta terça-feira (28), na sede da entidade, no Rio de Janeiro, a comitiva paranaense que defende a indicação de Curitiba como sub-sede da Copa do Mundo 2014. Capitaneado pelo vice-governador do estado, Orlando Pessuti, o grupo entregou a Teixeira um termo de compromisso assumindo uma série de responsabilidades para que o Mundial possa ser realizado na capital paranaense.
Além de Pessuti, participaram da comitiva o presidente da Federação Paranaense de Futebol, Hélio Cury, o deputado estadual Augustinho Zucchi, o secretário municipal de Turismo, Luiz de Carvalho, a supervisora do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba, Susana Lins de Andrade, o presidente da Paraná Esportes, Marco Aurélio Saldanha da Rocha, e Mario Celso Petraglia, presidente do Atlético Paranaense, time proprietário da Arena da Baixada, estádio pré-indicado.
Através do documento assinado, Governo do Estado, Prefeitura e A. Paranaense, comprometem-se a cumprir uma série de responsabilidades. O poder público com as obras de infra-estrutura. Já o clube, como entidade privada, compromete-se em adequar sua praça esportiva de acordo com as exigências da FIFA.
Começam as Contradições
Segundo divulgado pelo site arenadabaixada.com.br, o custo para construção do estádio Joaquim Américo, foi de U$ 30 milhões, cerca de 53 milhões de Reais. Como fora divulgado na época da candidatura, com aval de uma comitiva de vereadores e uma suposta inspeção da FIFA, o estádio estaria já com 80% da obras concluídas. Calculando isso em valores, deveriam ser gastos ainda cerca de R$ 11 milhões de Reais. Afinal, o estádio já praticamente atenderia as exigências para a competição mundial.
Em 31 de maio de 2009, Curitiba é escolhida como uma das sedes para a Copa de 2014.
O site http://www.jusbrasil.com.br, divulga matéria sobre a declaração do deputado Alexandre Curi (PMDB), diretor do A. Paranaense, sobre os investimentos no Estado do Paraná, na casa dos R$ 6 bilhões de Reais.
R$ 6 BILHÕES – O deputado Alexandre Curi (PMDB), diretor do Atlético Paranaense, disse que a Copa do Mundo deve exigir no Paraná investimentos superiores a R$ 6 bilhões. "É o metro de Curitiba, as reformas dos aeroportos, do Afonso Pena em São José dos Pinhais e o de Foz do Iguaçu, e de outras obras que devem facilitar o acesso e o transporte nas principais cidades do Paraná", disse.
Descreve ainda no texto, sobre a construção de estacionamento na praça Afonso Botelho.
Curi adiantou que nos planos do comitê executivo paranaense está a construção de um estacionamento subterrâneo na Praça Afonso Botelho (em frente ao estádio Joaquim Américo), além da conclusão da segunda etapa das arquibancadas, entre outros equipamentos.
Em relação ao valor de investimento no estádio Joaquim Américo, os valores mudam ASSUSTADORAMENTE!
A Arena da Baixada – disse Curi – vai receber R$ 376 milhões às reformas necessárias ao redor do estádio. "Somente no estádio serão R$ 138,3 milhões em investimentos, através de empréstimo no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social)".
Verifiquem que mais uma vez, um membro da diretoria do A. Paranaense e deputado, afirma com o investimento virá de empréstimos do BNDES.
Em relação ao investimento, voltemos aos cálculos matemáticos:
Custo da Obra
Construído: R$ 53 milhões
Faltante: R$ 138,3 milhões
Custo Total: R$ 191,3 milhões
% concluída: 27,7
Divulgado: 80%
Já no mês de agosto de 2009, matéria divulgada no site http://www.justicadesportiva.uol.com.br, o atual presidente A. Paranaense, Marcos Malucelli, afirma que o clube não pode arcar com as despesas sozinho, mesmo tendo assinado e protocolado junto a CBF, um documento comprometendo-se a tal.
Arena pode não ser sede da Copa
Presidente do Atlético/PR cobra postura do poder público e diz que clube não pode arcar sozinho com obras
… Marcos Malucelli, diz que a responsabilidade em colocar a Arena da Baixada em condições de receber os jogos do Mundial é do poder público e que o clube, mesmo por ser dono do estádio, não deve se preocupar sozinho.
Em entrevista à Rádio Transamérica, Malucelli não fez cerimônia e soltou o verbo, revelando o que realmente está acontecendo entre o clube e o poder público para entrarem em acordo sobre as obras que faltam.
“O Atlético está cedendo o estádio, quem tem que ir atrás de verba, do PAC da Copa, que será de R$ 100 ou R$ 120 bilhões, segundo o que estão prometendo à Fifa, é o município. Temos de achar alternativas para atender às condições do caderno de encargos, o governo não pode dar dinheiro ao Atlético, mas sim ao município e ao estado. Não é justo termos de arcar com R$ 100 milhões sozinhos. Se ninguém bancar, a Arena pode não receber a Copa, ai eles podem reformar o Pinheirão”, declarou o dirigente.
Malucelli não teme represália e nem mesmo que a Arena perca o direito de sediar os jogos da Copa de 2014 para o Couto Pereira, do rival Coritiba. Neste quesito, o dirigente do Furacão foi até certo ponto irônico.
“Se o nosso projeto de conclusão da Arena custa R$ 30 milhões, o deles não vai custar menos de R$ 330 milhões…”, conluiu.
Os organizadores da Copa, não conseguem chegar a um valor exato dos custos do estádio Joaquim Américo, uma obra que começou com R$ 53 milhões, já está orçada em R$ 400 milhões.
Expresso MT 23/06/2010
Conforme a matéria, levantada pelo repórter Jorge Wamburg, da própria agência, o motivo é a recusa do clube a recorrer ao empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para financiar as obras e a falta de uma parceria privada para levantar os recursos, já que não há outra fonte de financiamento governamental, seja da União, do estado ou do município.
pelo secretário do governo do Paraná e coordenador da Região Metropolitana de Curitiba, Alcidínio Bittencourt Pereira
“Nessa situação, há realmente risco de o estádio não ficar pronto para a Copa, porque o clube não quer se endividar mais com a reforma do local, onde já gastou R$ 400 milhões em recursos próprios”, explicou Alcidínio. A busca de soluções vai continuar, mas o secretário considera a situação difícil, pois até agora nenhum grupo privado se interessou em bancar o projeto.
Depois de assumir o compromisso junto a CBF, o A. Paranaense, tenta repassar as suas responsabilidades ao poder público. Ora, se o governo do Estado tivesse que arcar com mais de 70% do custo, teria construído um estádio público, no local do Pinheirão. Afinal, houve a apresentação do projeto, rejeitado tendo em vista que o Joaquim Américo estava “praticamente pronto, 80%”.
Desesperados, os organizadores da copa em Curitiba, tentam criar mecanismos para financiar de alguma maneira a obra no estádio de propriedade particular. Tentaram convencer a população que a Copel seria uma ótima alternativa, foram estraçalhados pela opinião pública.
Agora, insistem nos títulos de potencial construtivo, alegando que está tudo certo e que serão utilizados como garantia para os financiamentos do A. Paranaense junto ao BNDES. Só esqueceram que o próprio conselho deliberativo do clube, já vetou a proposta, após análise de uma consultoria independente.
Se os números na época da candidatura da sede fossem reais, será que não haveriam outros projetos?
Não precisa ser engenheiro, arquiteto, urbanista, para saber que é muito mais simples, adequar vias de acesso, estacionamento, comitê para imprensa, etc… no terreno do Pinheirão do que em um estádio no centro da cidade, com ruas estreitas, cheias de árvores e prédios.
No Pinheirão, o acesso do aeroporto é rápido, via avenida das Torres e Linha Verde. Pela mesma Linha Verde, é mais simples a chegada tanto da Região sudeste como do extremo sul do Brasil. A chegada é mais rápida e simples do porto de Paranaguá. Ao redor do Pinheirão, existe como alternativa de infra-estrutura:
Jockey Clube
Ginásio do Tarumã
Colégio Militar de Curitiba
Expocenter
É o circo, e a população Paranaense com cara de palhaço.
Façam suas análises.
Façam suas escolhas.
Reportagem do jornal Folha de São Paulo, edição de 12 de julho, informa que o governo paulista gastou, no triênio 2007-2009, uma média mensal de R$ 9,2 milhões com publicidade, marketing e comunicação institucional.
O valor inclui toda a propaganda da administração direta (secretarias de saúde, educação, segurança pública, transportes, etc.), de suas autarquias (USP, Unicamp, HC, DER, Unesp) e das poderosas estatais (Dersa, Sabesp, Metrô, Cetesb, CDHU, Codasp, Imprensa Oficial) da unidade da federação mais rica do país, responsável por 33,9% do PIB brasileiro – 5,65 vezes maior do que o paranaense, que responde por 6,0%.
O gasto de R$ 110,4 milhões anuais em marketing, pela máquina estatal paulista, tem sido duramente criticado pela sociedade civil organizada e pela imprensa nacional, como exemplo de desperdício.
Tal introdução se faz necessária a propósito de comentar o projeto-de-lei de iniciativa do deputado estadual Luiz Claudio Romanelli (PMDB-PR), que propõe destinar R$ 40 milhões da Companhia Paranaense de Energia Elétrica ao Clube Atlético Parananense, a título de aquisição de naming rights, para concluir o estádio Joaquim Américo (Arena da Baixada).
Trata-se de direcionar a uma entidade privada (clube de futebol) quantia equivalente a 36% de todo o gasto com marketing feito em um ano inteiro pelo governo paulista.
É bom esclarecer que naming rights em estádio da Copa do Mundo não é instituto permitido pela FIFA. Na Copa da Alemanha, por exemplo, a Allianz Arena de Munique, que ostentava a marca da maior companhia de seguros do mundo, foi renomeada para FIFA WM-Stadion München, com a retirada do letreiro nominativo do estádio desde a Copa das Confederações, em 2005. Somente official sponsors da entidade que rege o futebol mundial podem ter suas marcas veiculadas em qualquer placa, num raio de ao menos 2km de cada praça esportiva que sedie uma Copa do Mundo, como se viu na Alemanha e na África do Sul.
Os "direitos de nome" de um estádio ou de uma casa de espetáculos – como a Mastercard Hall paulistana, a Pepsi On Stage de Porto Alegre, a Citibank Hall carioca ou o DirecTV Music Hall – obedecem a dois pilares da lógica de mercado: o concorrencial (necessidade da empresa anunciante disputar market share com outros players de seu segmento) e a proporcionalidade da exposição do local, que corresponde à visibilidade do espaço, de acordo com a importância e o tamanho das torcidas, ou o poder aquisitivo do público que o frequenta.
Quanto ao primeiro ponto, muitos têm lembrado o patrocínio da BR Distribuidora (da holding Petrobras), ao estádio da Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, em 2005. Na espécie, convém trazer à lembrança que a BR disputa o mercado nacional de distribuição de combustível com Esso-Cosan, Shell, Texaco e Ipiranga-Atlantic, dentre outras. Precisa, como as demais, investir em propaganda, para ampliar e/ou defender fatias desse mercado.
A Copel, diferentemente, não disputa o mercado de energia elétrica no Paraná, pela simples razão de que aqui exerce o monopólio. Não tem concorrentes. Os paranaenses não podem trocar o fornecimento da luz de suas casas por insumos da Light ou Eletropaulo.
A justificativa, tão pueril quanto desmedida, de que a Copel estaria "planejando" ingressar no mercado da banda larga daqui a dois anos, começando pela pequena Santo Antônio da Platina, é de tal modo despropositada, que chega a ser um acinte à inteligência dos cidadãos.
Outro aspecto é a importância proposta – R$ 40 milhões. A tomar-se como base o U$ 1 milhão pago anualmente pela Kyocera, que não quis renovar contrato com o clube paranaense, a quantia sugerida pelo deputado corresponderia a 22 anos e meio do uso do nome do estádio que se pretende concluir, que seriam interrompidos pelos eventos de 2013 e 2014. Teria início, em tese, em 2010, expirando-se no longínquo ano de 2035, daqui a oito legislaturas.
O ponto nevrálgico da questão, contudo, passa longe disso tudo: prende-se à necessidade do respeito à supremacia do interesse público, que constitui a base principiológica sobre a qual se assenta o ordenamento constitucional que rege os atos do aparelho estatal.
A motivação de fundo do poder do Estado deve obedecer ao interesse da coletividade. As ações adotadas pelo administrador público têm como pressuposto a prevalência do interesse social. A revolução francesa, o liberalismo clássico, o walfare state e a própria concepção do Estado contemporâneo, se têm um só ponto de absoluta convergência, este é o princípio de que o interesse coletivo deve reger o uso dos recursos de toda empresa constituída e mantida majoritariamente pelo aparato estatal.
Daí decorre que a validade das normas (leis, decretos, portarias, etc.) pressupõe a existência de propósitos eminentemente coletivos, os quais devem se sobrepujar ao interesse de cunho particular e privado. Isso não se dá "in abstrato". É imposição concreta, que eiva do vício de inconstitucionalidade qualquer regra ou ato que o contrarie.
Curitiba e o Paraná estão diante de um dilema, cuja origem se situa no descumprimento do stadium agreement (firmado pelo clube), referendado por uma matriz de responsabilidade e um termo de compromisso. Em tais documentos, ficou claro que:
Cabe à União – prover de recursos o Aeroporto;
Incumbe ao Estado custear as obras do anel viário;
É da Prefeitura o ônus de revitalizar a Rodoferroviária, as Avenidas das Torres, Cândido de Abreu e Visconde de Guarapuava; por fim,
É do Atlético, como proprietário do Estádio Joaquim Américo, a obrigação de captar R$ 138 milhões para sua conclusão e adaptação (dos quais R$ 25 milhões mediante financiamento do BNDES).
Nunca existiu, portanto, "tripartição" alguma, quanto à responsabilidade pelos recursos para o estádio. Ela é exclusiva e integralmente do proprietário. Desde o princípio o clube sempre soube disso.
No início, o discurso dos dirigentes do clube era de que o investimento de empresas privadas já estaria assegurado e citavam, em entrevistas várias, gigantes como Fly Emirates, Hipercard, Ambev, MRV, Hypermarcas, Volkswagen e HSBC, conforme a ocasião.
Com o passar do tempo e diante da iminência do vencimento dos prazos para apresentação das garantias financeiras, veio a confissão: "no tengo dinero", tal qual o velho sucesso da banda Righera dos anos 80. Ou seja, que havia mentido quando ofereceu a Baixada.
Renegou-se, assim, de última hora, tudo quanto fora firmado em documentos. Isso não ocorreu com o Internacional de Porto Alegre, que honrou sua palavra e cumpriu os compromissos com a FIFA, as autoridades e o povo gaúcho. O clube foi honesto e não voltou atrás.
É chegada a hora de os governos do Paraná e Curitiba fazerem valer o mandato outorgado pelo povo nas urnas: edificar um complexo esportivo público que atenda ao conceito 24 por 7, assim definido como um centro multiuso voltado à coletividade metropolitana. Um estádio que atenda, nos espaços ociosos pré e pós-Copa do Mundo (centro de imprensa, zona mista, etc.), como posto de saúde 24 horas, teatro popular, centro permanente de exposições artísticas e manifestações culturais, sete dias por semana. Isso sim deixaria um legado social ao contribuinte.
Sua edificação permitiria, inclusive, que os três grandes clubes de Curitiba ali mandassem seus jogos, facultando-lhes vender os terrenos de seus respectivos estádios para investir na formação de futuras gerações de atletas, com acompanhamento educacional integral.
O novo estádio poderá custar mais caro, certamente, mas sua destinação será o bem do conjunto dos cidadãos – e não de um pequeno grupo de pessoas que "trucaram" há dois anos, na expectativa de receber, futuramente, donativo indevido de uma empresa que é de todos nós.
Crédito DR. X!